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Gramado sintético: tecnologia que chegou para ficar

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Gramado sintético: tecnologia que chegou para ficar

Ainda existe a fábula de que gramado sintético queima ao cair e ralar, esquenta sob o sol e prejudica o joelho, devido ao impacto. Mas a verdade é que isso não acontece se a grama for de qualidade. A própria FIFA (Federação Internacional de Futebol) vem incentivando o uso de gramado sintético há algum tempo, e muitos clubes de futebol já adotaram esse modelo. A grama sintética está presente em campeonatos no mundo todo, inclusive no Brasil.

Um dos pontos positivos é a redução no investimento em manutenção, pois além de serem mais resistentes, podendo suportar seguidas partidas no mesmo dia, a grama artificial não é prejudicada pelas condições climáticas. Além disso, as chances de lesões causadas por conta de alguma irregularidade no campo são praticamente nulas.

Desde 2002 a FIFA estimula a realização de torneios de futebol em grama sintética. Porém, todos os campos devem estar dentro das normas do Fifa QualityConcept, que são padrões específicos para campos artificiais. Em 2015, a Copa do Mundo de Futebol Feminino, disputada no Canadá, foi a primeira edição da modalidade a ser disputada inteiramente em gramado artificial. Os jogos Pan Americanos, disputados em Toronto, também em 2015, foi mais uma disputa que aconteceu em solo sintético.

Copa do Mundo de Futebol Feminino, 2015, Canadá.

Em 2018, na Copa do Mundo disputada na Rússia, a tecnologia dos fios sintéticos fez-se presente. Foi a primeira vez que uma final, do maior torneio esportivo do mundo, foi disputada em campo com grama artificial. A partida, que aconteceu no Estádio Lujniki, em Moscou, contou com a presença correspondente de 5% de fios sintéticos, da composição do piso. Essa tecnologia permitiu que as disputas frequentes do campeonato e as condições climáticas não fossem fatores prejudiciais, e contribuiu para a melhor preservação e recuperação dos gramados.

No Brasil vivemos um caso à parte. Diversos times, até mesmo na principal divisão do campeonato nacional, apresentam condições lastimáveis em seus campos, diminuindo a qualidade do espetáculo. As grandes arenas, com alto valor investido em sua manutenção, também esbarram em seu paradoxo. Shows e eventos prejudicam o seu naturalismo, impossibilitando a bola rolar perfeitamente nos dias de jogos.

O Atlético Paranaense aderiu à essa filosofia desde 2016 e o gramado de seu estádio é 100% artificial. A troca do gramado causou um impacto econômico satisfatório, como já admitiu a diretoria do clube, sem contar a qualidade dos jogos disputados na Arena.



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